PÂNICO GLOBAL FEZ AS BOLSAS DE VALORES DESPENCAREM TEMENDO UMA RECESSÃO MUNDIAL

Posted by Thoth3126 on 15/08/2019

O pânico tomou conta das bolsas de valores nesta quarta-feira (14) em meio a temores envolvendo a guerra comercial entre China e Estados Unidos e a saúde da economia global, que dá sinais de recessão. Os três principais mercados de ações americanos fecharam em queda de 3%, e analistas apontam sinais de que os EUA podem estar em recessão. No Brasil a moeda americana superou barreira dos R$ 4 e o Banco Central retoma venda de dólares à vista, o que não acontecia desde 2009. Números decepcionantes das economias da Alemanha e da China pressionaram mercados. 

Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

O pânico tomou conta das bolsas de valores nesta quarta-feira. Economia da China piora em julho; com crescimento da indústria atingindo um mínima de 17 anos, a Alemanha teve recuo na economia 

Fonte:  https://www.bbc.com/portuguese/geral-49353300

No Brasil, a Bovespa despencou, fechando o dia em queda de 2,94%. O dólar avançou e fechou em 4,038 frente ao real brasileiro. Os mercados europeus já estavam assustados com as notícias de que o PIB da Alemanha recuou no segundo trimestre e que o crescimento industrial da China em julho atingiu o menor patamar em 17 anos.

O FTSE 100 (índice com cem papéis importantes negociados na Bolsa de Londres) fechou em queda de 1,5%, enquanto Bolsas na Alemanha e na França perderam mais de 2%. E mais um novo ataque ao Banco Central americano feito pelo presidente Donald Trump ajudou a alimentar a corrida por ativos mais seguros, a exemplo do ouro – que subiu mais de 1%.

Mas um dos maiores temores veio dos sinais emitidos pelo mercado americano de títulos. O rendimento dos títulos do Tesouro de 2 anos e de 10 anos inverteu-se pela primeira vez desde junho de 2007. Esse estranho fenômeno, chamado de inversão da curva de juros, é visto como um indicador confiável de uma recessão ou forte desaceleração.

O índice de volatilidade CBOE – o chamado “índice do medo” – saltou 4,26 pontos, para 21,78. Todos os 11 setores principais do índice S&P 500 estavam no vermelho, com os segmentos de energia e de financiamento sofrendo a maior perda percentual. Bancos também caíram fortemente, como o Citigroup (mais de 5%).

1 – Como o Brasil foi impactado?

O Brasil não escapou da turbulência dos mercados internacionais. Principal índice do mercado de ações do país, o Ibovespa caiu 2,94%, a 100.258 pontos, a maior baixa em um só dia desde março – a queda à época foi de 3,57%  O movimento também afetou o dólar comercial, que subiu 1,85%, chegando a R$ 4,041 na venda, antes de recuar para R$ 4,038 no encerramento. A moeda americana estava abaixo do patamar de R$ 4 desde maio.

O avanço da reforma da Previdência, cujo calendário foi definido hoje pelos líderes partidários no Senado, e da pauta econômica no Congresso – a exemplo da aprovação do texto-base da chamada Medida Provisória de Liberdade Econômica – não foram suficientes para conter a queda da bolsa e a alta do dólar.

Estima-se que a sessão de promulgação da reforma do sistema previdenciário ocorra até 10 de outubro. O governo de Jair Bolsonaro deve divulgar na semana que vem, também, um pacote que inclui uma ajuda a Estados e municípios.

2 – Quem são os ‘culpados’?

Trump novamente tentou jogar a turbulência do mercado no colo do Banco Central americano e sua política de taxas de juros, chamando o presidente da instituição, Jerome Powell, de “sem noção”. Para o mandatário americano, ao elevar as taxas de juros quatro vezes no ano passado, o Banco Central dos EUA “agiu rápido demais, e agora está muito, muito atrasado” em cortar os custos dos empréstimos.

Pouco antes nesta quarta-feira, o conselheiro de comércio da Casa Branca, Peter Navarro, disse à Fox Business Network que o Banco Central dos EUA deve cortar as taxas em 0,50 ponto percentual “o mais rápido possível”, uma ação que, segundo ele, levaria a uma alta das Bolsas de Valores.

Apesar de os EUA anunciarem o adiamento de uma nova leva de tarifas sobre importações chinesas, o protelamento fez pouco para aliviar a tensão global. “A questão é que a política comercial de Trump se mostrou tão errática que não se consegue mais aliviar a sensação de incerteza”, disse Tim Duy, professor de Economia da Universidade do Oregon.

Em setembro do ano passado, o Banco Central dos EUA tinha um prognóstico relativamente otimista para a economia, com a perspectiva de que o estímulo do pacote econômico de US$ 1,5 trilhão (com corte de impostos e gastos) capitaneado pelo governo Trump sustentasse o crescimento e justificasse taxas de juros cada vez mais altas (medida que serve, por exemplo, para conter uma alta da inflação).

Apesar da turbulência, Trump pretende colocar a economia no centro de sua campanha à reeleição em 2020.

Em entrevista para a Fox Business Network na sexta-feira, a ex-chefe do Banco Central americano Janet Yellen disse que achava que a economia dos EUA permanecia “forte o suficiente” para evitar uma recessão, mas “as chances claramente aumentaram e chegaram a um patamar que sinceramente me deixa desconfortável”.

‘Períodos com uma curva de juros invertida são seguidos de forma confiável por desacelerações econômicas e quase sempre por uma recessão’, diz BC americano

3 – O que é a curva de juros invertida?

A “inversão da curva de juros” significa que é mais barato que os governos desses países tomem empréstimos por 10 anos do que por 2. É um patamar incomum e muitas vezes antecede uma recessão ou pelo menos uma desaceleração significativa no crescimento econômico.

Este sinal de alerta vem do mercado de títulos, o lugar onde governos e empresas vão para pedir dinheiro emprestado. Um título é uma promessa de fazer certos pagamentos no futuro, geralmente um grande repasse quando o título “amadurece”.

O valor que os investidores pagam pelo título determina o rendimento que obterão – quanto maior o preço, menor o rendimento. Um fator que afeta o rendimento que os investidores miram é quanto tempo eles têm de esperar pelo grande pagamento final.

Normalmente, uma espera mais longa significa que eles aguardam um rendimento maior. Isso é uma recompensa por amarrarem o seu dinheiro por mais tempo, quando há mais risco de que uma inflação inesperada possa erodir o valor de seus retornos.

4 – A curva invertida é um sinal confiável de recessão?

O que é incomum é que o rendimento dos títulos do governo do Reino Unido com dois anos até o vencimento subiram acima do rendimento no equivalente a 10 anos. A mesma coisa aconteceu nos EUA. Isso é visto como um sinal de que os investidores querem o retorno garantido de manter um título de longo prazo, mas estão preocupados com as perspectivas de curto prazo para a economia.

Mas a curva de rendimentos invertida é confiável? De acordo com economistas do Banco Central dos EUA, períodos com uma curva de juros invertida são seguidos de forma confiável por desacelerações econômicas e quase sempre por uma recessão. O tempo entre a inversão e o início de uma recessão não é, no entanto, uniforme.

5 – Mas desta vez pode ser diferente?

Há algo no cenário atual que não se aplica aos episódios anteriores: a flexibilização quantitativa, a política adotada por muitos bancos centrais após a crise financeira (e antes, no caso do Japão) de comprar ativos financeiros, principalmente do títulos de governos.

Isso teve o efeito de elevar os preços dos títulos – o que, vale lembrar, equivale a reduzir o rendimento deles. Então, a medida pode muito bem estar contribuindo para a inversão da curva de juros atual. A inversão da curva de juros não nos diz nada sobre quais podem ser as razões específicas para qualquer recessão iminente.

6 – O que deixa os mercados tão nervosos?

Desta vez, existem várias possibilidades. O conflito comercial global é um fator que afeta muitas economias. Muitas empresas (embora não todas) e investidores estão preocupados com a possibilidade de um Brexit sem acordo, ou seja, a saída do Reino Unido da União Europeia sem que haja um acerto sobre transição.

Reino Unido acaba de registrar um trimestre de declínio da atividade econômica, então a ideia de uma recessão iminente não é de todo fantasiosa, embora os números tenham sido influenciados pela estocagem antes das datas planejadas do Brexit e o subsequente desfecho dessas ações.

Nos EUA, seria preciso uma desaceleração extra significativa para produzir uma recessão. A Alemanha também registrou um trimestre de queda da atividade, de acordo com novos números, então uma recessão também poderia estar ocorrendo lá.

A curva de rendimento para o governo alemão não está invertida. Mas há algo mais sobre os títulos do governo que é um sinal claro de perspectiva econômica fraca: os rendimentos estão abaixo de zero. Por consequência, os investidores pagam ao governo para emprestar a ele. Isso reflete a política de taxas de juros ultrabaixas do Banco Central Europeu, mas é também um sinal de uma perspectiva econômica fraca.


Temor de recessão global derruba bolsas e faz dólar disparar no Brasil

Fonte:  https://p.dw.com/p/3NvID

Moeda americana superou barreira dos R$ 4 e Banco Central retoma venda de dólares à vista, o que não acontecia desde 2009. Números decepcionantes das economias da Alemanha e da China pressionaram mercados. 

A divulgação de dados econômicos decepcionantes da China e da Alemanha provocaram turbulências nos mercados financeiros de todo o planeta. No Brasil, o dólar comercial fechou acima de 4 reais pela primeira vez desde maio, e a bolsa de valores chegou a ficar abaixo dos 100 mil pontos em alguns momentos do dia.

Além disso, O Banco Central brasileiro anunciou que pretende vender dólares à vista das suas reservas internacionais, uma operação que não acontecia desde fevereiro de 2009, quando a economia global sofria com os efeitos de uma crise internacional. A moeda norte-americana encerrou esta terça-feira vendida a 4,04 reais, com alta de 0,074 (1,86%) em apenas um dia.

No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), fechou o dia com queda de 2,94%, aos 100.258 pontos. Por volta das 16h, o indicador chegou a ficar abaixo da barreira de 100 mil pontos, mas o ritmo de queda estabilizou-se nos minutos finais de negociação.

Na Europa, a bolsa de Londres caiu 1,42%, a de Frankfurt recuou 2,19%

Mercados

Os mercados financeiros globais registraram fortes movimentos de fuga após a divulgação de que o Produto Interno Bruto na Alemanha recuou 0,1% no segundo trimestre em relação ao período anterior. Os dados alimentaram o temor que a maior economia da Europa está à beira da recessão.

Na China, segunda maior economia do planeta, a produção industrial cresceu 4,8% em julho sobre o mesmo mês do ano passado. Esse é o menor ritmo mensal de crescimento desde fevereiro de 2002. Influenciada pela queda nas compras de automóveis, as vendas no varejo na China cresceram 7,6% em julho, menos que o esperado.

Na Europa, a bolsa de Londres caiu 1,42%, a de Frankfurt recuou 2,19%, e a de Paris teve retração de 2,08%. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, caiu 3,05% nesta quarta-feira. Perdas nos mercados de países desenvolvidos fazem os investidores retirarem dinheiro de mercados emergentes, como o Brasil. (JPS/ab/dw)


A Matrix (o SISTEMA de CONTROLE MENTAL):  “A Matrix é um  sistema de controle, NEO. Esse sistema é o nosso inimigo. Mas quando você está dentro dele, olha em volta, e o que você vê? Empresários, professores, advogados, políticos, carpinteiros, sacerdotes, homens e mulheres… As mesmas mentes das pessoas que estamos tentando salvar. “Mas até que nós consigamos salvá-los, essas pessoas ainda serão parte desse  sistema de controle e isso os transformam em nossos inimigos. Você precisa entender, a maioria dessas pessoas não está preparada para ser desconectada da Matrix de Controle Mental. E muitos deles estão tão habituados, tão desesperadamente dependentes do sistema, que eles vão lutar contra você  para proteger o próprio sistema de controle que aprisiona suas mentes …”


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