DERRETIMENTO DA ANTÁRTIDA É “SEIS VEZES” MAIOR QUE HÁ 40 ANOS

Posted by Thoth3126 on 16/01/2019

A Antártida experimentou um aumento de seis vezes na perda anual de massa de gelo entre 1979 e 2017, de acordo com um estudo publicado na revista  Proceedings of National Academy of Sciences. Glaciologistas da Universidade da Califórnia, Irvine,do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA e da Universidade Utrecht, na Holanda, também descobriram que o derretimento acelerado fez com que o nível das águas dos oceanos subissem mais de meia polegada (1,27 centímetros) durante esse mesmo período.

Tradução, edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

Derretimento da Antártida é seis vezes maior do que há 40 anos, revela estudo. Pesquisa mostrou que, entre 2009 e 2017, continente perdeu cerca de 252 bilhões de toneladas de gelo por ano

Fontes: https://news.uci.edu/  –  https://oglobo.globo.com/

Irvine, Califórnia — A perda anual de gelo na Antártida já é seis vezes maior do que era há 40 anos e está se acelerando. É o que aponta um dos mais abrangentes estudos de mudanças climáticas produzidos no continente, elaborado pela NASA.

O estudo internacional utilizou fotos aéreas, dados de satélites e modelos climáticos da década de 1970 em todas as regiões da Antártida para obter o quadro mais completo dos impactos das mudanças climáticas até o momento. O derretimento do gelo local já elevou o nível do mar em cerca de 1,3 centímetros desde 1979.  Se mantida a tendência, o descongelamento do continente poderá ser responsável por um maior aumento nos níveis dos oceanos no futuro.

Pesquisadores da UCI e da NASA JPL recentemente conduziram uma avaliação de 40 anos de balanço de massa de gelo na Antártida, encontrando uma deterioração acelerada de sua cobertura de gelo. Joe MacGregor / NASA

A pesquisa mostrou que, entre 1979 e 1990, o continente perdeu, em média, cerca de 40 bilhões de toneladas de gelo por ano. Entre 2009 e 2017, a perda chegou a 252 bilhões de toneladas por ano. Isso fez com que o nível dos mares aumentasse cerca de 3,6 milímetros a cada década.

“Isso é apenas a ponta do iceberg, por assim dizer”, disse o principal autor Eric Rignot, Donald Bren Professor e presidente da ciência do sistema da Terra na UCI. “À medida que o manto de gelo da Antártida continua a derreter, esperamos que a Antártida nos próximos séculos espere uma elevação de vários metros no nível do mar.”

Para este estudo, Rignot e seus colaboradores conduziram o que ele chamou de a mais longa avaliação da massa de gelo antártico remanescente. Abrangendo quatro décadas, o projeto também foi geograficamente abrangente; a equipe de pesquisa examinou 18 regiões abrangendo 176 bacias, bem como ilhas vizinhas.

Contrariando os ”céticos”

A nova pesquisa fornece uma análise das mudanças na perda de gelo em diferentes locais da Antártida e ajuda a entender a confusão que levou alguns céticos da mudanças climáticas a acreditar que o gelo do continente estaria aumentando, diferentemente do apontado pela pesquisa. Alguns estudos anteriores sugeriram que a cobertura de gelo está aumentando no leste do continente com rapidez suficiente para cancelar as perdas da parte oeste mais visíveis, particularmente na extensão do gelo marinho.

A equipe foi capaz de discernir que entre 1979 e 1990, que a Antártida perdeu uma média de 40 gigatoneladas de massa de gelo por ano. (Um gigaton é  1 bilhão de toneladas.) De 2009 a 2017, cerca de 252 gigatoneladas por ano foram perdidas.

O ritmo de fusão aumentou dramaticamente ao longo do período de quatro décadas. De 1979 a 2001, foi uma média de 48 gigatoneladas por ano por década. A taxa saltou 280 por cento, para 134 gigatoneladas, entre 2001 e 2017.  Rignot disse que uma das principais conclusões do projeto é a contribuição da Antártida Oriental para o quadro de perda total de massa de gelo nas últimas décadas.

“O setor da Terra Wilkes na Antártida Oriental, em geral, sempre foi um participante importante na perda de massa, mesmo nos anos 80, como nossa pesquisa mostrou”, disse ele. “Esta região é provavelmente mais sensível ao clima [mudança] do que tem sido tradicionalmente assumido, e isso é importante saber, porque tem mais gelo do que a Antártida Ocidental e a Península Antártica juntos.”

Ele acrescentou que os setores que perdem mais massa de gelo são adjacentes à água quente do oceano. “À medida que o aquecimento do clima e o esgotamento do ozônio envia mais calor oceânico para esses setores, eles continuarão a contribuir para o aumento do nível do mar da Antártida nas próximas décadas”, disse Rignot, que também é cientista sênior do JPL (Jet Propulsion Laboratory) o Laboratório de Propulsão à Jato da NASA.

Os co-autores deste estudo são Jeremie Mouginot, pesquisador associado da UCI na ciência do sistema da Terra; Bernd Scheuchl, cientista de projeto associado da UCI na ciência do sistema terrestre; Mathieu Morlighem, professor associado de Ciência do Sistema Terrestre da UCI; e Michiel van den Broeke e Jan M. “Melchior” van Wessem, da Universidade de Utrecht, Holanda. 

O financiamento e o apoio foram fornecidos pelos programas de ciências e medidas criosféricas da NASA, o programa polar da Organização para Pesquisa Científica da Holanda e o Centro de Ciências do Sistema Terrestre da Holanda.

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A Matrix (o SISTEMA de CONTROLE MENTAL): “A Matrix é um sistema de controle, NEO. Esse sistema é o nosso inimigo. Mas quando você está dentro dele, olha em volta, e o que você vê? Empresários, professores, advogados, políticos, carpinteiros, sacerdotes, homens e mulheres… As mesmas mentes das pessoas que estamos tentando despertar.

Mas até que nós consigamos despertá-los, essas pessoas ainda serão parte desse sistema de controle e isso as transformam em nossos inimigos. Você precisa entender, a maioria dessas pessoas não está preparada para ser desconectada da Matrix de Controle Mental. E muitos deles estão tão habituados, tão profunda e desesperadamente dependentes do sistema, que eles vão lutar contra você para proteger o próprio sistema de controle que aprisiona suas mentes …”

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ANGKOR WAT, O MAIOR COMPLEXO DE TEMPLOS DO MUNDO, NO CAMBOJA

Posted by Thoth3126 on 15/01/2019

Tecnologia à Laser descobre uma cidade perdida nas selvas do Camboja, considerada como o maior complexo de templos do mundo

Nas profundezas da selva do Camboja encontram-se os restos de uma vasta cidade medieval que permaneceu escondida até o século XIX, Angkor Wat, foi construída por volta de 1150, continua sendo o maior complexo religioso do planeta, cobrindo uma área quatro vezes maior do que a Cidade do Vaticano.

Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

Tecnologia à Laser descobre uma cidade perdida nas selvas do Camboja, o maior complexo de templos do mundo

Ben Lawrie – BBC Two – Fontehttp://www.bbc.co.uk/

Agora, técnicas modernas de arqueologia estão revelando os segredos dessa cidade misteriosa: uma rede intrincada de templos, largas avenidas e sofisticadas obras de engenharia. E, mais incrível ainda, os arqueólogos encontraram na região uma outra cidade, ainda mais antiga – uma verdadeira “Atlântida” construída em meio à plena selva do Camboja.

Em abril de 1858, um jovem explorador francês, Henri Mouhot, velejou de Londres para o sudeste da Ásia. Durante três anos de viagens, ele pesquisou e identificou exóticos insetos da floresta que ainda hoje carregam seu nome.

Situado no Camboja, Angkor Wat é um complexo de templos de dimensões extraordinárias. Construído no começo do século XII d.C., foi erguido como capital sagrada do império Khmer, onde ficava o centro político e religioso do império. Segundo a lenda, o local foi escolhido para agradar aos deuses e o rei deixou que um boi (animal sagrado para esse povo) escolhesse o lugar.

Mouhot morreu em Laos, em 1861, vítima de uma doença contraída na selva. Muito provavelmente, o nome do explorador teria caído no esquecimento. No entanto, um diário de viagem escrito por ele, narrando suas aventuras, foi publicado dois anos mais tarde.

O livro conquistou o público não apenas por conta de suas representações de aranhas e outros insetos. O diário de Mouhot também continha vívidas descrições de templos invadidos pela floresta, apresentando ao mundo, em todo o seu esplendor, a cidade medieval perdida de Angkor, no Camboja.

“Um desses templos, um rival do templo de Salomão, erguido por um Michelangelo da Antiguidade, mereceria lugar de honra ao lado das nossas mais belas construções. É mais grandioso do que qualquer obra deixada para nós pelos gregos ou romanos”, ele escreveu.

As descrições de Mouhot ajudaram a firmar, na cultura popular, a poderosa fantasia de exploradores às voltas com templos esquecidos.

Hoje, o Camboja é famoso por essas ruínas. A maior, Angkor Wat, construída por volta de 1150, continua sendo o maior complexo religioso do planeta, cobrindo uma área quatro vezes maior do que a Cidade do Vaticano.

A cidade medieval atrai dois milhões de turistas por ano e ocupa lugar de honra na bandeira do Camboja.

Atlântida da Selva

Em 1860, no entanto, Angkor Wat era conhecida apenas por monges e moradores da região. E eles não tinham a menor ideia de que esse grande templo havia sido cercado, um dia, por uma cidade com quase um milhão de habitantes.

Angkor é uma região do Camboja que serviu como sede do Império Khmer, que floresceu aproximadamente entre o século IX e o século XIII. A palavra “Angkor” é derivada do Sânscrito nagara, que significa “cidade”. O período Angkoriano começou em 802 d.C., quando o monarca Khmer Hindu Jayavarman II declarou-se como um “monarca universal” e um “deus-rei”, até 1431, quando invasores Ayutthayan (Tailandês) saquearam a capital Khmer, fazendo a sua população migrar para a zona sul de Phnom Penh.

Foi necessário quase um século de exaustivos estudos arqueológicos de campo para completar o mapa. Aos poucos, a cidade perdida de Angkor começou a ressurgir, rua após rua. Ainda assim, restavam várias lacunas em branco.

No ano passado, arqueólogos anunciaram uma série de novas descobertas sobre Angkor. E disseram ter encontrado uma cidade mais antiga ainda, escondida mais além, nas profundezas da floresta.

Uma equipe internacional, liderada pelo arqueólogo Damian Evans, da Universidade de Sydney, Austrália, tinha mapeado 370 km quadrados em torno de Angkor com uma precisão de detalhes absolutamente sem precedentes. Um feito impressionante, tendo em vista a densidade da floresta e a presença de minas remanescentes da guerra civil no Camboja. Mais notável ainda, o mapeamento foi feito em apenas duas semanas.

Ainda em 1860, Angkor Wat era conhecida apenas por monges e moradores da região. E eles não tinham a menor ideia de que esse grande templo havia sido cercado, um dia, por uma cidade com quase um milhão de habitantes.

O segredo da equipe australiana chama-se Lidar, uma tecnologia que está revolucionando a arqueologia, especialmente nos trópicos. Embutido em um helicóptero que sobrevoou toda a selva do Camboja, o sistema Lidar emitiu um milhão de raios laser a cada quatro segundos, registrando minúsculas variações na topografia do solo.

Os arqueólogos encontraram traços da cidade entalhados no chão da floresta, com templos, ruas e elaborados aquedutos distribuídos pela região.

“Você tem essa espécie de revelação quando coloca os dados na tela pela primeira vez e lá está, essa cidade antiga, com absoluta clareza, bem na sua frente”, disse Evans.  As novas descobertas transformaram profundamente nossa compreensão de Angkor, a maior cidade medieval do mundo.

No seu apogeu, no final do século 12, Angkor era uma metrópole que cobria 1.000 km quadrados. (Para se ter uma ideia, Londres só alcançou esse tamanho 700 anos depois.)

Angkor foi a capital do poderoso império Khmer que, sob o comando de reis guerreiros, dominou aquela região durante séculos. Seu território cobria o que hoje entendemos como Camboja, Vietnã, Laos, Tailândia e Mianmar. Mas suas origens ainda eram mistério.

Inscrições indicavam que o império havia sido fundado no início do século 9 por um grande rei, Jayavarman Segundo, e que a primeira capital, Mahendraparvata, ficava em montanhas a nordeste do ponto onde Angkor seria, mais tarde, construída.

Mas ninguém sabia ao certo – até a chegada da equipe australiana.

Uma análise da área com o auxílio da nova tecnologia revelou tênues vestígios de templos desconhecidos e uma elaborada rede de avenidas, diques e lagos artificiais – uma “Atlântida” na selva.

Mais impressionante ainda foram evidências de obras de engenharia hidráulica de grande escala identificadas pelos sensores – uma marca registrada do império Khmer.

No final do século 9, quando a capital foi transferida para um ponto mais ao sul, onde fica Angkor, engenheiros Khmer já eram capazes de armazenar e distribuir grandes quantidades de preciosa água recolhida durante a estação das monções por meio de uma rede complexa de canais e reservatórios.

A capacidade de armazenar água permitia estabilidade nos suprimentos de alimentos e enriqueceu a elite Khmer.

Durante os três séculos seguintes, essa riqueza financiou a maior concentração de templos da Terra. Um destes, o Preah Khan, construído em 1191, continha 60 toneladas de ouro. Hoje, essa material valeria US$ 3,3 bilhões.

Declínio

Mas apesar de toda essa riqueza, Angkor não foi capaz de derrotar um inimigo inclemente: o clima. No momento em que o programa de construção de templos atingia seu pico, a rede hidráulica, vital para a sustentação da cidade, começou a sofrer por falta de manutenção. No final da Idade Média houve variações dramáticas de clima no sudeste asiático.

Amostras de troncos de árvores registram flutuações repentinas entre secas extremas e chuvas torrenciais. E o mapa produzido pelo sistema Lidar revela os danos catastróficos que as inundações provocaram.

Sem esse mecanismo vital de sustentação, Angkor caiu em declínio e jamais se recuperou. No século 15, os reis Khmer abandonaram a cidade e se mudaram para a costa. Lá, construíram uma nova cidade, Phnom Penh, atual capital do Camboja.

Quando Mouhot chegou, encontrou apenas os grandes templos de pedra, muitos, em ruínas. Praticamente todo o resto – de casas populares a palácios reais, feitos de madeira – havia apodrecido. A metrópole que um dia existira em torno dos templos tinha sido devorada pela floresta.


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O TRIUNFO DA HUMANIDADE VEGETARIANA – CARLOS ALBERTO DÓRIA

Maio 30, 2007

Futurologia do antropólogo Lévi-Strauss mostra o beco sem saída da dieta carnívora moderna

Com muitos anos de atraso, finalmente chega aos leitores de fala portuguesa uma reflexão essencial de Lévi-Strauss sobre o canibalismo ocidental moderno. Ele já havia tratado do assunto em 1993, num artigo jornalístico (“Siamo tutti canibali”, “La Repubblica”, 1993), voltando ao tema praticamente nos mesmos termos em número recente da revista “Novos Estudos Cebrap”wrt_note()1. Não sem atualidade, somos brindados com suas reflexões sobre o mal da “vaca louca” e outros males que se insinuam na vida moderna através da alimentação.

O tema é atual na medida em que é recorrente o horror que se instala no cotidiano por essa via. Cada vez mais, não são falhas sanitárias passageiras dos sistemas de produção de alimentos que parecem nos ameaçar. É toda uma fronteira da cultura -aquela que nos faz onívoros- que se mostra frágil. Salmões infectados por parasitos, causando difilobotríase, são um caso recente dos riscos múltiplos a que estamos permanentemente expostos.

Veterinários têm se dedicado a mostrar o impacto da qualidade das águas, do parasitismo, da origem e da genética dos pescados, das formas de manipulação e conservação, da piscicultura como atividade industrial -tudo como elementos que atuam diminuindo os níveis de confiança naquilo que levamos à bocawrt_note()2. Em outras palavras, a “naturalidade” como sinônimo de “pureza” só existe no plano ideal, já que os sistemas alimentares se fecham e se interpenetram, encerrando a todos -homens e animais- numa promíscua senda alimentar na qual nos comemos uns aos outros.

Uma visão simplista de ecologistas nos ensina que isso se deve aos crescentes desequilíbrios ambientais, fato comprovável pelo grau de comprometimento do ar e das fontes de água pela atividade antrópica. A rigor, para muitos deles, a natureza é um sistema de equilíbrio onde o homem é uma ameaça ecológica externa. Mas concepções dinâmicas da natureza mostram-na claramente como um produto histórico, fruto de processos instáveis que jamais convergem para um ponto de equilíbrio, nos quais o homem está igualmente subsumido.

É claro que a noção de equilíbrio favorece a defesa consciente de sistemas ecológicos discretos, mas os objetivos políticos não estão inscritos na natureza. Mesmo a transgenia, como toda a seleção artificial, só pode ser vista como um processo adaptativo do homem, um traço da sua cultura e não uma mudança imposta à natureza, apesar de possíveis impactos que provoque nela.

É justamente da intervenção humana que se trata, e portanto da cultura. É ela, por exemplo, que nos faz onívoros. Contudo não foi sempre assim. A bíblia mostra uma humanidade não-carnívora no tempo mitológico antes da Torre de Babel, quando os homens e os animais não eram distintos uns dos outros e podiam se comunicar entre si. Tampouco este processo é irreversível. Há documentos que se referem à proibição de consumo de animais no Japão de 700 a. C., assim como outros que mostram como o imperador Ashoka difundiu uma dieta vegetariana na Índia de 200 a. C., garantindo especialmente os produtos lácteos para as funções religiosas.

Dirá Lévi-Strauss que, se no passado já nos vimos irmanados às espécies animais, então o que a nossa cultura moderna pratica é uma sorte de canibalismo, apesar do horror que essa palavra desperta, como se tocasse nosso “lado Hannibal” adormecido. E este canibalismo foi imposto ao próprio mundo animal. Basta observar as rações que são ministradas a vacas, frangos e peixes cuja reprodução controlamos -compostas em boa medida de carcaças e rejeitos dos próprios animais abatidos para o consumo humano. Uma doença como a “vaca louca”, e inclusive o risco de sua propagação interespécies, mostra a armadilha que criamos para nós mesmos pela imposição do canibalismo aos animais.

Este vínculo entre alimentação carnívora e “canibalismo ampliado” que adquire atualidade a partir da “vaca louca”, assim como a voga dos movimentos em defesa dos animais, “atesta que percebemos cada vez mais nitidamente a contradição que se encerra em nossos costumes”wrt_note()3.

O antropólogo francês recorre a alguns textos considerados “menores” de Auguste Comte para demonstrar a nossa visão sobre o papel dos animais para a coletividade humana.

Comte dividia os animais em três categorias: os selvagens; as espécies protegidas (aquelas domesticadas ao longo da história, como os bovinos, suínos etc.) que chamava de “laboratórios nutritivos” por terem sido transformados para suprir a humanidade dos compostos orgânicos que necessita para a subsistência e, assim, excluídos da pura animalidade; e a categoria das “espécies sociáveis”, como o cão, o gato. Considerava ainda os herbívoros como carentes de dotes mentais que os permitisse serem utilizáveis como o cão e o gato, e preconizava convertê-los em carnívoros, aumentando-lhes a inteligência -como à época de Comte já se fazia com as vacas na Noruega, alimentando-as com peixe seco quando faltava forragem.

Lévi-Strauss considera proféticas essas reflexões utópicas de Comte, especialmente a transmutação de herbívoros em carnívoros, embora a profecia não tenha se passado como Comte imaginou: “A transformação não foi obtida em benefício dos ativos auxiliares do homem, mas em detrimento dos animais qualificados por Comte como laboratórios nutritivos -erro fatal, já que, como ele próprio alertou, ‘o excesso de animalidade lhes será prejudicial’. Prejudicial não apenas a eles, mas também a nós: ao lhes conferirmos um excesso de animalidade (convertendo-os antes em canibais que em carnívoros) não estaríamos involuntariamente transformando nossos ‘laboratórios nutritivos’ em laboratórios mortíferos?”wrt_note()4.

Doenças como a “vaca louca” ou as infestações dos salmões por teníase nada mais são do que males modernos da civilização industrial ao converter espécies naturais em “laboratórios nutritivos” cujos insumos incluem o reaproveitamento de parte desses seres como rações em sua alimentação, otimizando custos de produção e taxas de conversão proteica. Políticas sanitárias rigorosas que possam proteger a saúde dos animais são adotadas por toda parte, gerando inclusive novas categorias mercantís: os animais com “label”, com origem e manejo controlado e o mais próximo possível da antiga “naturalidade”. O ressurgimento do “frango caipira” entre nós é exemplo suficiente.

Mas também este caminho delineia um cenário sobre o qual Lévi-Strauss tem algo a dizer. “Num mundo em que a população global provavelmente terá dobrado em menos de um século, o gado e outros animais de criação se tornarão temíveis concorrentes do homem. Calcula-se que nos Estados Unidos dois terços da produção de cereais se destinam a alimentá-los. E não nos esqueçamos de que esses animais, em forma de carne, nos fornecem um número de calorias bem inferior àquele que consumiram no curso de suas vidas (no caso das galinhas, segundo me disseram, um quinto)”wrt_note()5.

Ainda que se imagine que os aumentos de produtividade de cereais possam ser enormes -mas a transgenia também suscita preocupações- é possível que a humanidade venha a necessitar, no futuro, de toda a quantidade de grãos produzidos anualmente para sobreviver, impondo mesmo a ocupação de todas as terras cultiváveis em escala global (que, por sua vez, diminuem em extensão à medida que a própria população cresce e as compromete pela ação antrópica). Ou seja, pelos cálculos da economia calórica e proteica, a sobrevivência humana um dia será ameaçada pela produção dos “laboratórios nutritivos” de Comte.

No entanto, diz Lévi-Strauss, como há um salto enorme no aproveitamento calórico quando nos alimentamos de grãos, “todos os humanos deverão calcar seu regime alimentar naquele dos indianos e dos chineses, em que a carne animal cobre uma parte muito pequena da necessidade de proteínas e calorias”wrt_note()6. Ora, uma humanidade integralmente vegetariana é um percurso evolutivo que se vislumbra já com a diminuição espontânea do consumo de carne, acelerada por acontecimentos como o da “vaca louca”.

Nesse cenário, não necessariamente se abandonará por completo o consumo de carne, mas ele recuperará um aspecto que há muito perdeu. “Comprada em lojas de luxo, a carne provirá somente da caça. Nossos antigos rebanhos, abandonados, serão caça como outra qualquer em um campo entregue à selvageria.” Só em ocasiões excepcionais a carne figurará no cardápio, como o peru de Natal, sendo consumida ritualisticamente, quase como os antigos canibais. Assim, conclui o antropólogo: “Romper hábitos milenares -essa é talvez a lição de sabedoria que um dia haveremos de aprender com as vacas loucas”wrt_note()7..

Carlos Alberto Dória
É sociólogo e ensaísta, autor, entre outros livros, de “Ensaios Enveredados”, “Bordado da Fama” e o recém-lançado “Os Federais da Cultura” (ed. Biruta).

1 – Claude Lévi-Strauss, “A Lição das Vacas Loucas”, “Novos Estudos Cebrap”, nº 70, Cebrap, São Paulo, 2004 (trata-se da tradução de texto aparecido em “Études Rurales”, nº 157-58, 2001).

2 – Christian Delagoutte, “Les risques biologiques et chimiques”, http://www.la-cuisine-collective.fr/dossier/haccp/articles.asp?id=69

3 – Lévi-Strauss, op. cit, p. 81

4 – Lévi-Strauss, op. cit., p. 82.

5 – Lévi-Strauss, op. cit., p. 83

6 – Lévi-Strauss, idem.

7 – Lévi-Strauss, op. cit., p. 84.

FONTE: https://www.vegetarianismo.com.br/o-triunfo-da-humanidade-vegetariana-carlos-alberto-doria/

O RETORNO DE INANNA (NIBIRU): 01 – INANNA FALA

Posted by Thoth3126 on 13/01/2019

“Eu, Inanna, retorno para contar como faz cerca de 500 mil anos, a minha família de Nibiru tomou posse da Terra e alterou o genoma humano com o fim de produzir uma raça de trabalhadores criada para extrair ouro destinado à esgotada atmosfera de Nibiru, nosso planeta e lar original. Como somos tecnologicamente muito superiores, esta raça de trabalhadores — a espécie humana — nos adorava como a deuses. Aproveitamo-nos deles (de voces) para liberar guerras em meio de nossas disputas familiares intermináveis até que, de um modo estúpido, desatamos sobre a Terra a terrível arma Gandiva (artefatos atômicos), que enviou uma onda de radiação destrutiva por toda a galáxia”

Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

Capítulo I do livro “O Retorno de Inanna (Nibiru). Os deuses ancestrais e a evolução do planeta Terra”, de V.S. Ferguson

 “Isto chamou a atenção dos membros da Federação Intergaláctica. E então, por causa de nossas próprias ações irresponsáveis em seu planeta, vimo-nos restringidos pela BARREIRA DE FREQUÊNCIA, imposta pela FEDERAÇÃO, uma prisão de freqüência que congelou a nossa evolução.

Retornem comigo à antiga Suméria, a Babilônia, ao vale do rio Indus e ao Egito. Dentro de meus Templos do Amor, dou a conhecer segredos antigos da união sexual cósmica nibiruana e de meus matrimônios sagrados. Através de meus olhos contemplem a Torre de Babel, o Grande Dilúvio, os Túneis das Serpentes e os cristais em espiral na pirâmide de Gizé.

“Até quando vocês, inexperientes, irão contentar-se com a sua inexperiência? Vocês, zombadores, até quando terão prazer na zombaria? E vocês, tolos, até quando desprezarão o conhecimento?” – Provérbios 1:22

Viajem comigo pelo tempo até a Atlântida, a Cachemira e o Pacífico Noroeste dos Estados Unidos à medida que encarno em meu Eu multidimensional para pôr a funcionar os códigos genéticos que estão latentes dentro de sua espécie e para libertar a Terra do controle por freqüências que exerce meu primo, o tirano deus Marduk (Baal, LÚCIFER)“.


PRIMEIRA PARTE: A FAMÍLIA DE ANU, de NIBIRU

I.- INANNA FALA

‘Eu, Inanna, sou tão amada. Eu sou o próprio amor’.

Nós como pleiadianos sempre soubemos que o amor é a essência da criação. Tudo o que nós sempre fomos é o amor; amor à aventura, amor ao poder e amor à diversão. Esta é a história de minha família, a família de Anu, que chegou a seu planeta Terra vindo de Nibiru faz mais de 500.000 anos terrestres. E como voces poderão ver, a nossa história é também a história de voces da Terra, porque em nossos laboratórios, minha família criou sua espécie tal como voces existem agora. Nós de Nibiru nunca fomos realmente superiores a vocês, simplesmente somos muito mais experientes do que voces. Minha família tinha estado divertindo-se no universo muito tempo antes de que chegássemos à Terra. Vocês foram nosso experimento genético na periferia desta galáxia.

Retornemos ao começo. O tempo é o campo de jogo dos “deuses” e, qual tempo usaremos? O de voces na Terra ou o nosso em Nibiru? Em realidade o tempo não existe, mas é útil porque se não delinearmos certas fronteiras, tudo se funde e a compreensão das experiências se perderia. O pensamento é projetado para o espaço através das freqüências infinitas de tempo que são variáveis. Existe uma multiplicidade de freqüências de tempo (ciclos menores dentro de ciclos maiores, ad eternum), e o tempo terrestre é muito diferente ao tempo que nós vivemos em nosso planeta Nibiru. Da perspectiva humana, parece que nós vivemos para sempre, que somos eternos, o que nos facilita muito poder fazer experiências com os habitantes da Terra.

Como criamos a raça humana em sua forma atual sem ativar todo seu DNA em potencial, nunca nos ocorreu que voces jamais se tornassem em algo mais que brinquedos (ou escravos), ou que poderiam executar tarefas mais complicadas que cozinhar, limpar ou extrair ouro. Considerávamos o planeta Terra como apenas uma operação de mineração remota de minério de ouro. Começamos a ensinar a nossos humanos, e os chamamos de Lulus. Como desfrutávamos tanto do jogo com os nossos Lulus (voces), apegamo-nos muito a eles e começamos a nos acasalar com voces. Nós nos apaixonamos pela nossa própria criação.

Mas nós não podíamos deixar de brigar entre nós mesmos. Os Lulus nos adoravam como a deuses, uma prática que fomentávamos, e os enviávamos às batalhas para lutarem e morrerem por nós como peões em uma partida de xadrez (algo que imbecil e obedientemente voces ainda fazem). Eles estavam mais que dispostos a enfrentar-se até a morte só para nos agradar, e os víamos como uma fonte renovável, pois sempre podíamos criar mais Lulus.

Então, nós finalmente cometemos o engano de usar a Grande Arma Radioativa, a Gandiva. Como resultado, ondas de radiação letal fluíram para o sistema solar, para a galáxia, o que chamou a atenção do Conselho da Federação Intergaláctica para o nosso comportamento irresponsável. Quando se deram conta de nosso comportamento imprudente, interferiram. Eles diriam “interviram”. Minha família tinha estado tão ocupada lutando, competindo e jogando que se esqueceu por completo da existência do chato Conselho (e de algumas LEIS UNIVERSAIS). E afinal, a Terra era nossa.

Os membros do Conselho da Federação Intergaláctica argumentaram que a Terra tinha sido colonizada muito antes de que nós aqui chegássemos (há cerca de 500 mil anos passados), e que tínhamos infringido e desrespeitado a Lei do Criador Primordial ao pôr em perigo outros mundos com nossas maravilhosas e destrutivas armas.

Também nos acusaram de alterar as capacidades genéticas da espécie humana, despojando-os assim da habilidade para evoluir. Acusaram-nos de violar a Lei de Não Interferência, a mais importante para a Hierarquia Espiritual. Enredados em meio de nossos próprios problemas, pareceu-nos que isto não era assunto deles. A nossa “família”, a de Anu de Nibiru, estava em guerra, irmão contra irmão.

Para nós, o Conselho da Federação Intergaláctica e sua opinião não importava em nada, até que nos vimos rodeados e presos pela MURALHA (Barreira) DE FREQUÊNCIA INVISÍVEL. Não era uma parede real, como uma parede de tijolo; esta era uma parede de freqüência invisível e, por conseguinte, para nós tudo começou a mudar.

A magia desapareceu por completo de nossas vidas; já não havia faísca, não havia ação. A magia se escapou completamente de nossas vidas, deixou de circular, não havia mais nenhuma fagulha, nenhum movimento. A vida se tornou muito sólida e densa, ela cessou seu fluxo. A Deusa da Sabedoria se preparava para nos ensinar algo que tínhamos esquecido, ou que possivelmente nem sequer tínhamos começado a aprender ainda.

No princípio essa nova situação causou aborrecimento e nos confundiu, pois não a havíamos experimentado antes, e nós não gostamos. Tornamo-nos irascíveis, quase humanos, o que verdadeiramente nós não gostávamos. Eternamente tínhamos estado nos expandindo e explorando o universo, criando com facilidade, nos divertindo. Nossas vidas tinham sido emocionantes com o poder infinito que tínhamos disponível, e logo nos sobreveio um estado de aniquilamento e estagnação que nos deixou perplexos.

Nós tínhamos deixado de evoluir. A Barreira de Frequência nos foi imposta para nos ensinar por meio da experiência o que tínhamos feito aos Lulus na Terra, a Barreira era a disciplina que nossas próprias (Karma) ações tinham magnetizado para nossa existência.

Não podíamos acreditar que realmente tínhamos cessado de evoluir. Com muita relutância, dirigimo-nos ao Conselho da Federação Intergaláctica para fazer perguntas que foram formuladas para nos fazer parecer sábios, para dissimular o fato de que não sabíamos nada do que nos estava acontecendo. Mas ELES sabiam. Possivelmente porque os membros do conselho sejam muito mais avançados do que nós, mas não gostamos nada dessa ideia tão deprimente.

Cuidadosamente o Conselho nos explicou que teríamos que outorgar a voces terrestres (nossos “Lulus”) os mesmos poderes que nós possuímos! Informaram-nos que nós éramos responsáveis pelo que tínhamos feito. Que enorme tolice! Isso nós definitivamente não poderíamos aceitar. Podem imaginar que coisa chata seria se seus animais domésticos e de estimação fossem iguais a vocês? Poderiam começar a falar e inclusive lhes dizer o que gostariam de jantar. Onde isso terminaria, com um jantar de quatro pratos, regado a vinhos finos à luz de velas e trufas de chocolate como sobremesa?

Muito chateados com a situação voamos para casa e, para variar, e como era nosso costume, brigamos entre nós mesmos. Alguns imaginaram que a Federação estava conspirando com nossos inimigos; outros pensaram que o Conselho obviamente queria ficar com a Terra. Os de Sírius (Constelação do Cão Maior) eram mais antigos no Conselho do que nós os nibiruanos, os pleiadianos (Aglomerado estelar M-45 Plêiades) ou, eram os arcturianos (Constelação de Bootes)? Alguns de nós cremos que era algo pessoal e começamos a nos culpar uns aos outros. Nós somos uma família fracionada, dividida, na verdade.

Tentamos dissolver a Parede por meio de um enorme e colossal sacrifício ritual, algo belo e realmente horripilante, bem ao gosto dos que se consideram entendidos nestes assuntos. Mas nada aconteceu; nada se modificou, a Barreira de Frequência ainda estava ali e nós ficamos ainda mais aborrecidos, perplexos e desorientados. O desespero, anteriormente desconhecido para nós, cravou suas garras profundamente dentro de nossas almas, das nossas almas reptilianas, para sermos mais exatos.

Então e por isso mesmo, eu, Inanna, a Rainha dos Céus — eu adoro esse título —, retorno para falar. Retorno a vocês, meus terrestres, meus amados Lulus. Retorno para prepará-los para a mudança que já esta ACONTECENDO em seu DNA, para a transformação completa de seu planeta Terra e de seus formosos corpos.

E, naturalmente, também espero me liberar (do Karma) a mim mesma nesse processo! Suponho que se uma mãe não nutrir, educar e acalentar a seus filhos devidamente, isto a perseguirá até que ela encontre a maneira de equilibrar a balança. Parece que eu também devo equilibrar o que criei, e de certo modo ser como uma mãe para vocês. O que me recorda minha maravilhosa infância em nosso planeta lar, Nibiru, e todas aquelas que foram como mães para mim.  Continua…


“Existem três coisas que não podem ser escondidas por muito tempo: a  Lua, o Sol e a VERDADE”   – 

Sidhartha Gautama (o Buddha)


Matrix (o SISTEMA de CONTROLE MENTAL):  A Matrix é um sistema de controle, NEO. Esse sistema é o nosso inimigo. Mas quando você está dentro dele, olha em volta, e o que você vê? Empresários, professores, advogados, políticos, carpinteiros, sacerdotes, homens e mulheres… As mesmas mentes das pessoas que estamos tentando despertar.

Mas até que nós consigamos despertá-los, essas pessoas ainda serão parte desse sistema de controle e isso as transformam em nossos inimigos. Você precisa entender, a maioria dessas pessoas não está preparada para ser desconectada da Matrix de Controle Mental. E muitos deles estão tão habituados, tão profunda e desesperadamente dependentes do sistema, que eles vão lutar contra você  para proteger o próprio sistema de controle que aprisiona suas mentes …”


Permitida a reprodução desde que mantida a formatação original e a citação das fontes.

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PRI AJURVEDO

Ajurveda,  hinda kuracmetodo kaj unu el la plej malnovaj sansistemoj en la mondo. El la sanskrita ghi signifas la konon (veda) de la vivo (ajur/ayur). Ajurveda deiras de la tezo ke chio en la kosmo rilatas al chio. La tuta kosmo kaj do ankaù la homo reduktighus al kvin elementoj :  tero, akvo, fajro, aero kaj etero kiel la bazon por la vivo. Ili formas siavice la tri fizikajn elementojn (dosha) aero (vata), galo (pitta) kaj muko (kapha). La ajurveda medicino dedichas multan atenton al preciza diagnozado. Tiucele oni vaste esploras korpajn aspektojn : odorojn, gustojn kaj eskrementojn. Prevento estas konsiderata pli grava ol kuracado kaj la paciento ricevas aktivan rolon. En la ajurveda medicino ekzistas diversaj aplikoj, de masaĝo al muzikterapio.

HINDA AZADIRAĤTO

Floroj kaj folioj
Biologia klasado Regno: Plantoj Plantae Divizio: Angiospermoj Magnoliophyta Klaso: Dukotiledonoj Magnoliopsida Ordo: Sapindaloj Sapindales Familio: Meliacoj Meliaceae Genro: Azadiraĥto Azadirachta
Dunomo
Azadirachta indica
Sinonimoj
Antelaea azadirachta (L.) Adelb.

La hinda azadiraĥto aŭ nimo [1] (Azadirachta indica ; ankaŭ नीम Neem (Hindi), வேம்பு Vembu (Tamila lingvo)) estas arbo el la familio de meliacoj. Ĝiaj fruktoj kaj semoj estas la fonto de hind-azadiraĥta oleo. Ĝi ofte konfuziĝas kun la bida melio (Melia azaderach), kvankam kaj la foliostrukturo kaj la floroj malsamas. Ĉe la hinda azadiraĥto tiuj ĉi blankas, sed violkoloras ĉe bida melio.

Semoj.

La hinda azadiraĥto estas rapide kreskanta arbo kiu povas atingi alton de 15-20 metroj, malofte ĝis 35-40 metroj. Ĝi estas ĉiamverda, sed dum severa trosekeco ĝi povas faligi plimulton aŭ preskaŭ ĉiujn siajn foliojn. La branĉoj estas larĝe disetenditaj. La sufiĉe densa arbokrono estas ronda aŭ ovala kaj povas atingi diametron de 15-20 metroj ĉe maljunaj, izolitaj ekzempleroj.

La kontraŭstarantaj, pinataj folioj longas 20-40 cm, kun 20 ĝis 31 meze ĝis malhele verdaj foliolojkiuj longas 3-8 cm. La terminala folieto ofte ne ĉeestas. La petioloj estas mallongaj. Tiuj folioj ankaŭ estas uzitaj dum multaj festivaloj ( farinte ilin en girlandojn ). La folioj estas uzitaj en Pakistano por banigi infanojn kiuj suferas de haŭtomalsanoj. La folioj tiele estas uzitaj ke unue ili estas ĝisfunde lavitaj. Tiam 5-10 folioj kune kun la branĉeto estas boligitaj ĝis la akvo verdiĝas. Poste la akvo estas uzata por variaj celoj. Maljunuloj konsideras ke ĝi alportas taŭgan helpon por kontroli altan sukero-nivelon en la sango kaj por purigi tiu ĉi. Hinda azadiraĥto ankaŭ estas uzita por banigi la islamanaj mortintoj. Hind-azadiraĥtaj folioj estas sekigitaj en Pakistano kaj metitaj en ŝrankojn por preventi insektojn manĝi la vestaĵojn. En la tropikaj regionoj de Pakistano hind-azadiraĥtaj folioj estas sekigitaj kaj bruligitaj por forigi la moskitojn.

La blankaj kaj bonodoraj floroj estas aksele aranĝitaj, kutime en pli-malpli pendantaj paniklojn kiuj longas ĝis 25 centimetrojn. La infloreskoj, kiuj disbranĉiĝas je la tria grado, portas 150-250 florojn. Individua floro longas 5-6 mm kaj larĝas 8-11 mm. Sekvence masklaj kaj inaj, duseksaj kaj masklaj floroj ekzistas sur la sama individuo.

La frukto estas glata senhara oliveca drupo kies formo varieblas ekde oblonge ovala ĝis preskaŭ ronda. Kiam matura ĝi longas 1,4-2,8 cm kaj larĝas 1,0-1,5 cm. La frukta haŭto ( epikarpo ) estas maldika kaj la amara-dolĉa pulpo ( mezokarpo ) flava-blanka kaj tre fibreca. La mezokarpo dikas 0,3-0,5 cm. La blanka, dura ena ŝelo ( endokarpo ) de la frukto ĉirkaŭas unu, malofte du aŭ tri, longformajn semojn ( kernetojn aŭ granojn ) kiuj havas brunan semhaŭton.

La hinda azadiraĥto tre similas sian parencon, la azadiraĥta melio (Melia azedarach). La azadiraĥta melio estas toksa por plimulto de la bestoj, speciale por fiŝoj, sed birdoj sin regalis kun ties fruktoj: la semoj trapasas senleze iliajn unikajn digestajn sistemojn.

Arealo

La hinda azadiraĥto originis de BaratoPakistano kaj Birmo. La specio prosperas nur en tropika kaj subtropika klimatoj. La arbo perhomeestis enkondikita en la amerikanafrikan kaj aŭstralian kontinentojn same kiel en la insulojn de la Pacifika Oceano. La hinda azadiraĥto oni ĉefe trovas en la ebenaĵaj kaj aridaj ejoj de la tropikoj kaj subtropikoj. Ĝi estas malofta en la montaro.

Ekologio

La hind-azadiraĥta arbo estas notinda pro sia sekec-rezistemo. Ĝi prosperas en areoj kun duonaridaj ĝis duonhumidaj cirkonstancoj, kun jara precipitaĵo de 400-1200 mm. Ĝi povas kreski en regionoj kun ĉiujara pluvofalo sub 400 mm, sed tiukaze ĝi plejparte dependas de grundakvoniveloj. Hinda azadiraĥto vegetas en multaj diferencaj tipoj de grundoj, sed ĝi plejbone kreskas en bone drenitaj kaj sablajgrundoj. Ĝi estas tipe tropika ĝis subtropika arbo kaj vivas je averaĝaj jaraj temperaturoj inter 21 kaj 32° C. Ĝi toleras altajn ĝis tre altajn temperaturojn kaj ne toleras temperaturojn sub 4° C.

La hinda azadiraĥto estas vivo-kreanta arbo, speciale por la sekaj marbordaj, sudaj distriktoj de Barato kaj Pakistano. Ĝi estas unu el la malmultaj ombro-donantaj arboj kiuj prosperas en aridaj regionoj surbaze de akvoguteto, kia ajn ties kvalito. En Barato estas kutime vidi arbojn uzitajn por ombrigado lineante la stratojn aŭ en la malantaŭĝardenoj de multaj loĝantoj. En tre sekaj areoj la arboj estas grandskale plantitaj.

Fiherba statuso

Tiu orientalisa arbo estas konsiderata kiel invadan specion en multaj landoj, inkluzive de iuj partoj de Mezoriento, kaj plimulte de Sub-Sahara Afriko kun Okcidentafriko kie en Senegalo ĝi estis uzita kiel kontraŭ-malariokuracilo kaj en Tanzanio kaj aliaj hind-oceanaj ŝtatoj kie in svahila lingvo ĝi estas konata kiel “la arbo kiu sanigas kvardek malsanojn“.

Kemia konsisto

Barataj sciencistoj estis la unuaj por atentigi la fitofarmakologojn pri la planto. En 1942, ĉe la Scienca kaj Industria Esplorejo en la Universitato de Delhio, tri amaraj konsistigaĵoj estis ekstraktitaj el hind-azadiraĥta oleo, kiuj estis nomitaj nimbino, nimbinino, kaj nimbidino [2]. La semoj entenas kompleksan sekundaran metaboliton: azadiraĥtinon.

Uzado

Arboŝelo.

  • Pri ĉiuj partoj de la arbo oni diras ke ili havas medicinajn ecojn ( semoj, folioj, floroj kaj arboŝelo ) kaj estas uzitaj por prepari multajn diferencajn medicinajn preparaĵojn.
  • La kemioj konsistigaĵoj nimbidino kaj nimbino havas iujn spermicidajn agadojn [3].
  • Hind-azadiraĥta oleo estas uzita por prepari kosmetikaĵojn ( saponŝampuonbalzamojn kaj kremojn kiel Margo-sapon ) kaj multajn buŝ-sanajn produktojn.
  • Krom sia uzo en tradiciaj hindaj kuraciloj la hind-azadiraĥta arbo estas tre grava por siaj kontraŭ-dezertiĝadaj ecoj kaj eble kiel efika stokejo de karbona dioksido.
  • Adeptoj de tradicia hinda medicino rekomendas ke pacientoj kun varioleto dormu sur hind-azadiraĥtaj folioj.
  • Hind-azadiraĥta gumo estas uzita kiel nutraĵo-aldonaĵo kaj por prepari specialajn manĝaĵojn.
  • Tradicie, junaj hind-azadiraĥtaj branĉetoj estis maĉitaj por purigi onian dentaron. Hind-azadiraĥtaj branĉetoj ankoraŭ estas rikoltitaj kaj venditaj en bazaroj por tiu uzo, kaj en Barato oni ofte vidas junulojn maĉante hind-azadiraĥtajn branĉetojn.
  • Hind-azadiraĥtaj floroj estas uzataj en Andra PradeŝoTamilnado kaj Karnatako por prepari “Ugadi paĉhadi” ( manĝo por la Ugadi-festo ). “Bevina hoovina gojju” ( speco de kareo preparita helpe de hind-azadiraĥtaj floroj ) estas komuna en Karnatako tra la jaro. Sekigitaj floroj estas uzitaj kiam freŝaj floroj ne disponeblas. En Tamilnado, “rasam” ( “veppam poo rasam” ) farita per hind-azadiraĥtaj floroj estas kulinara specialaĵo.
  • Miksaĵo de hind-azadiraĥtaj floroj kaj nerafinita sukero el sukerkano estas prepartita kaj oferita al amikoj kaj parencojsimbole por la dolĉaj kaj amaraj eventoj en la venonta nova jaro.
  • Ekstraktoj de hind-azadiraĥtaj folioj estus helpemaj kiel preventilo kontraŭ malaria malgraŭ la fakto ke klaraj klinikaj studoj ne jam disponeblas. Plurkaze, privataj iniciativoj en Senegalo estis sukcesaj por preventi malarion [4]. Tamen, la ĉefaj Neregistaraj organizaĵojkaj aliaj organizaĵoj kiaj USAID ( Usona Agentejo por Internacia Disvolvigo ) ne rekomendas la uzon de hind-azadiraĥtaj ekstraktoj ĉar ekzistas ĝis nun neniujn sciencajn pruvojn pri ilia kuracila valoro.

Medicina uzado

En Barato, la planto estas varie konata kiel “Sankta arbo”, “Sanigilo por ĉio”, “Apoteko de la Naturo“, “Vilaĝa apoteko” kaj “Panaceo por ĉiuj malsanoj“. Produktoj faritaj ekde hind-azadiraĥtaj arboj estis uzitaj en Hindujo dum pli ol du miljaroj kaŭze de siaj medicinaj ecoj: hind-azadiraĥtaj produktoj estas kreditaj esti kontraŭhelmintafungicida, kontraŭdiabeta, kontraŭbakteria, kontraŭvirusakontraŭkoncipa kaj sedativa[5]. Hind-azadiraĥtaj produktoj estas ankaŭ uzitaj por selekte kontroli damaĝbestoj ĉe plantoj. Ĝi estas konsiderata kiel ĉefan komponanton en ajurveda kaj unani-medicino kaj estas precipe ordonita por haŭto-malsanoj [6].

Mastrumado de damaĝbestoj kaj plantaj malsanoj

Hinda azadiraĥto estas ŝlosila ingredienco por ne-pesticida aliro, prezentante naturan alternativon al sintezaj pesticidoj. Hind-azadiraĥtaj semoj estas pulvoren muelitaj. Oni akve trempis la pulvoron dum unu nokto kaj poste aspergis ĝin super la kultivaĵoj. Por esti efika, necesas apliki ripete, almenaŭ ĉiujn dek tagojn. Hinda azadiraĥto ne senpere mortigas insektojn sur la kultivaĵoj. Ĝi agas kontraŭ-nutraĵe, repelente [7], kaj kontraŭ-ovodemete, protektante la plantojn de damaĝo. La insektoj malsatigas kaj mortas post kelkaj tagoj. Hinda azadiraĥto ankaŭ malhelpas la eloviĝon de damaĝinsektoj.

Kiel legomo

La junaj ŝosoj kaj floroj de la hind-azadiraĥta arbo estas manĝitaj kiel legomo en Hindujo. Hind-azadiraĥtaj floroj estas tre popularaj por sia uzo en Ugadi Paĉhadi ( supeca manĝaĵo ), kiu estas preparita Ugadi-tage en la sud-barataj subŝtatoj de Andrapradeŝo, Tamilnado kaj Karnatako. Supeca manĝaĵo nomita veppampoo rasam en tamila lingvo ( tradukita kiel “hind-azadiraĥt-flora rasam” ) farita el la hind-azadiraĥtaj floroj estas preparita en Tamilnado. En Okcident-Bengalo, junaj hind-azadiraĥtaj folioj estas frititaj en oleo kun pecetoj de melongeno. La manĝaĵo nomiĝas nim begun kaj estas la unua dum bengala manĝo kaj ĝi apetitige agas. Oni manĝas ĝin kun rizo. Eĉ iomete boligita, la saporo estas sufiĉe amara kaj la nutraĵo ne estas aprezita de ĉiuj loĝantoj de tiuj landoj, kvankam estas kredita ke ĝi bonas por onia sano. Hind-azadiraĥta gumo estas proteine riĉa. En Birmo, junaj hind-azadiraĥtaj foliaj kaj floraj burĝonoj estas boligitaj kun tamarindo-fruktoj por mildigi sia amareco kaj estas legome manĝitaj. Peklitaj hind-azadiraĥtaj folioj ankaŭ manĝiĝas kun tomata kaj fiŝapasta saŭco en Birmo.

Patento-polemiko

En 1995, Eŭropa Patentoficejo (EPO) atribuis patenton koncerne kontraŭ-funga produkto, surbaze de hinda azadiraĥto, al la Usona Sekcio de Agrikulturo kaj la Firmao W. R. Grace [8]. La barata registaro defiis la patenton, asertante ke la procedo por kiu la patento estis koncedita fakte estis en uzo en Hindujo dum pli ol 2 000 jaroj. En 2000, EPO verdiktis favore al Barato sed la usona firmao apelaciis asertante ke la antikvaj sciioj pri la produkto neniam estis publikigitaj en scienca ĵurnalo. La 8-an de marto 2005, nova decido malakceptis la apelacion kaj EPO definitive revokis la patenton [8].

FONTO: https://eo.wikipedia.org/wiki/Hinda_azadira%C4%A5to

LONGA VOJO AL LA FONTOJ DE ĈOKOLADO

La vojo al la fontoj de la ĉokolado estis longa kaj temporaba. En 2013 mi eksciis per kontakto kun afrikaj farmistoj pri la voloro de la restaĵoj, kiuj ekestas dum la produktado de kakao. En Ganao, kiel en ĉiuj aliaj landoj, kiuj produktas kakaon, oni nur eksportas la grenojn de la kakaoarbo kaj lasas la kakaoujojn en la kakaoarbaro. Estas materialo simile al ligno kaj ni taksis, ke nur en Ganao estas ĉirkaŭ 1 miliono da tunoj jare. La farmistoj rakontis, ke ili provis eksporti la materialon al Britio por anstataŭigi karbon.

Kiel kemiisto mi tuj komprenis, ke tio ne povas funkcii kaj intertempe oni tutmonde komprenis, ke simpla bruligo ne funcios. Mi vidis la alternativon en la preparo de biokarbo (angle:biochar), kiu utilas en lagrikulturo kaj konservas la valoron de la mineraloj. Ganao ĉiujare pagas grandan sumon por la importo de potaso. Sed ĝi estas abunde en la kakaujoj. Nia grupo de la privata universito SRH en Berlin proponis prilabori per pirolizo. Tiel oni povus eĉ produkti elektron, pri kiuj ĉiuj afrikaj landoj sopiras.

La unua provo, akiri subvencion de la germana registaro estis malsukcesa kaj pasis plia jaro atendante la decidon pri draste reduktita projekto. En somero 2018 ni ricevis la konfirmon kaj preparis vojaĝon por oktobro 2018, dum kiu ni intencis konatiĝi al la lokaj fakuloj en Accra kaj Kumasi. La projekto havas la titolon: ENGHACO = Energize Ghana by Unitization of Cocoa Pod Husks (energion por ganao per utiligo de kakaujoj.

En la vespero de la 10a de Oktobro mi alvenis sur la internacia flughaveo de Accra kaj niaj kolegoj kondukis nin al la gastejo de la universtitato de Ganao (Legon), de kie ni organizis niajn vizitojn en Accra. La ĉefa programero estis la granda konferenco en la salonegeo universitato (Volta Hall), sed krome estis diversaj aliaj kontaktoj, ekzemple kun la germana komerca ĉambro (Auslandsahandelskammer AHK), la ambasadejo, la normiga institucio (Ghana Standards) kaj vizito de la 4a foiro pri alternativaj energio.

Mi provis kontakti Esperntistojn. Per amikumu mi tuj trovis kontakton en Accra, dum la aliaj estis kelkaj cent kilometroj for en aliaj landoj. Mi sukcesis aranĝi renkontiĝon kun samideano Alfred, kiu renkontis min en la plej malbona itala restoracio sude de la saharo. Ni tie povis iomete babili kaj li afable proponis ŝofori mi al mia gastejo. Veturante sur la nokta »Liberation Road« ni povas bone diskuti pri diversaj aferoj kaj eĉ diveni ideojn por plia komerca kunlaboro. Li bone kompreis, ke mia universitato okupiĝas interalie pri sunenergio kaj peris kontakton al institucio en Ganao, kiu intencas eduki junulojn en ĉi tio kampo. Ni konsentis, ke Esperantistoj en Afriko tro multe okupiĝas pri instrudado de la lingvo kaj neglektas la aplikon por praktikaj aferoj.

Post la konferenco en la universitato de Ganao (Legon) vojaĝis per buseto al Kumasi. Tie mi vidis per amikumu, ke estas alia Esperantisto sur la tereno de la universitato KNUST (Kwame Nkrumah University of Science and Technology). Bedaŭrinde ne eblis persone kontakti, ĉar ni nur estis du noktojn en Kumasi kaj poste devis viziti la farmistojn en la vilaĝo Asaman. Ili kondukis nin al la kakaoarbaroj, kie ili rikolas la kakaon. Ni povis gustumi la freŝan kakafruktojn kaj manĝi la kakaon antaŭ la fermentado kun la dolĉa suko. En la vilaĝo estas vastaj tabloj, sur kiuj la farmistoj sekigas sian rikolton por vendi al eksterlando. Kontraste al la ĝenerale bona retaliro, en ĉi tio vilaĝo ne estis altkvalita kontakto al la cetera mondo.

Por tranokti ni havis ĉambrojn en »Paradise Resort« apud la bordo de »Lake Bosumtwi«. Estas lago, kiu ekestis pro meteorito antaŭ unu miliono da jaroj. Estas trankvila loko sen tro da turistoj. Tamen por telefoni, oni devas migri 2 kilometrojn al ĉevalejo.

Post nokto en la konata gastejo en Accra ni (mi kaj du kolegoj de la SRH universtito) per aviadilo senpobleme kaj sane alvenis en la flughaveno Berlin-Tegel (TXL).

Ni interkonsentis inviti la fakulojn el afriko al konferenco en Berlin. Pro la konataj problemoj kun pasportoj kaj vizoj la dato estis prokratita de novembro 2018 al januaro 2019. La celo estas akiri subvenciojn por pli vasta projekto, dum kiu ekestos moderna instalaĵo por la pirolizo de kakaoujoj kaj de aliaj agrikulturaj restaĵoj. De la kolegoj en Ganao ni lernis, ke ekzistas pliaj metodoj por velorigi la restaĵojn. Ekzemple oni produktas sapon el palmoleo per potaso de kakaoujoj sur metia nivelo kaj estas divajersaj eblecoj por produkti altvalorajn substancojn por la farmacia aŭ nutraĵa industrio.

Antaŭ la foriro ni povis aĉeti certan stokon da ĉokolado, kiu estas nun produktada en Ganao de la kompanio »Niche Confektionery Ltd.« en Tema kun ekzotikaj aromoj. Antaŭ kelkaj jaroj la tuta produktado de kakao iris eksterlanden, kie okazis la produktado de la ĉokolado. Ni estas konvinkitaj, ke ankaŭ la utiligo de la restaĵo povas okazi en la propra lando kaj utili al la bonfarto de la enloĝantaro.

Roland Schnell

FONTO:

Roland Schnell <agrokarbo.de@gmail.com>