MATÉRIA MENTAL E CO-CRIAÇÃO


Aprendemos, com os Espíritos Superiores, que o Universo é um todo de forças dinâmicas, expressando o Pensamento do Criador e cada criatura é detentora de uma capacidade intrínseca – a co-criáção – , inerente à faculdade de pensar, através da qual assimila a força emanante de Deus, moldando-a, à sua vontade, e influenciando, dessa forma, a própria criação.

Nos fundamentos da Criação vibra o pensamento imensurável do Criador e sobre esse plasma divino vibra o pensamento mensurável da criatura, a constituir-se no vasto oceano de força mental em que os poderes do Espírito se manifestam.

O pensamento é, assim, o alicerce vivo de todas as realizações no plano físico e extrafísico.

A matéria que entra na sua constituição apresenta-se em nova escala estequiogenética, tendo por base elementos atômicos mais complicados e sutis, aquém do hidrogênio e além do urânio, transcendendo, portanto, à Escala de Mendeleiv, isto é, o sistema periódico dos elementos químicos conhecidos no mundo, formando, igualmente, o que poderíamos denominar prótons, neutrons, pósitrons, elétrons ou fotônios mentais, à falta de outra nomenclatura, uma vez que desconhecemos a natureza desse outro tipo de matéria.

Obedecem, porém, às mesmas leis da física quântica: o halo vital ou aura de cada criatura permanece tecido de correntes atômicas sutis dos pensamentos que lhe são próprios ou habituais, dentro de normas que correspondem à lei dos “quanta de energia” e aos princípios da mecânica ondulatória, que lhes imprimem freqüência e cor peculiares.

O pensamento expressa-se, assim, nos mais diversos tipos de onda: desde as oscilações curtas, médias e longas, exteriorizadas pela mente humana, até os raios super-ultra-curtos, próprios dos Espíritos puros. Forças vivas e atuantes, eles têm velocidade superior à da luz e cada criatura funciona como se fosse uma estação de televisão ambulante – na verdade, muito mais avançada – podendo emiti-los e recebê-los.

Uma vez emitidos, os pensamentos voltam inevitavelmente ao próprio emissor, de forma a envolver o ser humano em suas próprias ondas de criações mentais, e, muitas vezes, podem estar acrescidos dos produtos de outros seres, que com eles se harmonizam.

Sendo as ondas supraluminais, de que modo seriam elas decodificadas pelas células físicas?

Respondendo a essa questão, os Espíritos Reveladores apontam a glândula pineal, como a glândula da vida mental; exercendo, entre outras importantes funções, a de traduzir e encaminhar à interpretação as informações transportadas pelas ondas supraluminais.

Aprendemos, assim, que estamos ligados em espírito com todos os encarnados ou desencarnados que pensam como pensamos, tão mais estreitamente quão mais estreita a distância entre nós e eles, isto é, quanto mais intimamente estejamos conjugando a atmosfera mental uns dos outros, independentemente de fatores espaciais.

Essa independência do fator espacial remete-nos ao teorema de Bell, à realidade “não local”. Trabalhando em Genebra, no CERN, nos anos 1960, John Bell, físico britânico, mostrou que duas partículas permanecem um todo, mesmo após terem sido separadas a longas distâncias, quando uma delas faz um movimento em uma determinada direção, a outra, ao mesmo tempo, gira na mesma direção, em sincronização perfeita.

Em 1982, Alain Aspect e colegas demonstraram, ”xpenmentalmente, essa influência, de modo que, qualquer ‘ í}na, atual ou futura, para ser consistente, terá que conter esse llPo de influência não local para explicar a realidade.

Embora cientistas respeitáveis, como John Barrow, lembrem que não há maneira de a informação ser transmitida entre as partículas com uma velocidade superior à da luz e que o elemento não causai da realidade quântica não pode ser aplicado ao caso da percepção extra-sensorial, cremos que as evidências científicas do Mundo Espiritual, constatadas em pesquisas realizadas por cientistas do porte de William Crookes, Alfred Russel Wallace, Oliver Lodge, Aksakof, Ernesto Bozzano, além de outros, no âmbito da Parapsicologia, são igualmente válidas e não deixam dúvidas de que essa mesma lei pode ser aplicada a todas as dimensões ou escalas, que se desdobram no espaço e no tempo, unindo os campos físico e extra-físico em uma só rede ou totalidade integrada.

Roger Penrose, do Mathematical Institute de Oxford, Reino Unido, afirma que “nossos cérebros agem não-computacionalmente, quando nos dedicamos a processos de pensamento consciente”.

Para explicar sua convicção, Penrose lembra que existem dois níveis distintos de fenômenos físicos: de um lado, o nível quântico em pequena escala, em que partículas, átomos, ou mesmo moléculas podem existir em estranhas superposições quânticas, como nos foi demonstrado pelo teorema de Bell; de outro lado, o nível clássico, como o de uma bolinha de golfe, por exemplo, onde não há possibilidade de superposição. Inicialmente descrito por Erwin Schrõdinger, esse fenômeno de entrelaçamento entre as partículas tem continuidade nos estudos de Penrose, que o chama de estado entrelaçado.

O fato é que existe uma importante lacuna na compreensão da física – especialmente na fronteira entre os níveis quântico e clássico, que, muito provavelmente, conforme lembra Penrose, será preenchida com a união satisfatória entre a teoria quântica e a teoria geral da relatividade de Einstein.

Em sua hipótese, ele admite que as tubulinas – proteínas que formam os microtúbulos _ presentes nos neurônios, ao longo dos axônios e dendritos, são importantes porque favoreceriam o que chama de não-computabilidade dos eventos conscientes.

Como vemos, a Ciência não pára e ainda há um campo enorme a percorrer, em todas as áreas do conhecimento humano. Relembrando Newton, tudo se passa como se estivéssemos catando conchinhas na praia, enquanto há um imenso oceano a percorrer, a enorme extensão da nossa ignorância.

Fonte – A Alma da Materia – Clonagem Humana, Fundamentos da Medicina Espírita e outros temas (Marlene Rossi Severino Nobre)

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