Lifelong Learning: Aprendizagem na pauta do CEO

Alexandre Santille

CEO at Affero Lab

Um artigo recente da McKinsey aborda a importância do lifelong learning ou, em português, aprendizado ao longo da vida, e defende porque a pauta deve estar na agenda do CEO. O assunto ganha importância na medida em que a competitividade dos negócios depende cada vez mais de pessoas preparadas para um cenário volátil, incerto, complexo e ambíguo (em inglês VUCA: volatility, uncertainty, complexity and ambiguity).

A necessidade de acelerar a transformação digital tira o sono de todos os nós. Sobram exemplos de empresas exponenciais que estão causando disrupção em mercados consolidados. A área financeira, por exemplo, está sendo impactado significativamente pelas fintechs. Inovações como o da empresa Transferwise, que permite enviar dinheiro para o exterior de um jeito simples a taxas mais baixas, chegaram para sacodir o setor.

A inteligência artificial (AI) e a robótica estão facilitando a automação de um número crescente de tarefas. Em uma velocidade acelerada, temos um volume alto de dados disponíveis que podemos usar para dar direcionamento aos nossos negócios. Porém, quanto maior o número de ferramentas poderosas capazes de nos fornecer informações cada vez mais ricas, maior é também o impacto das decisões, que no final são feitas pelas pessoas.

Precisamos não só conseguir interpretar seus resultados, mas também estimular a criatividade e a colaboração para dar espaço à inovação nas nossas empresas. Isso, por sua vez, aumenta a importância de incentivar o lifelong learning. O diferencial competitivo das organizações de alta performance passa por encarar o ritmo acelerado das mudanças, criando um ambiente de aprendizado contínuo e de protagonismo.

Mas como fazer isso?

Uma coisa é certa: vai dar algum trabalho, mas é uma questão de sobrevivência. Apesar das habilidades “hard” dominarem as conversas quando falamos no mundo digital, a colaboração, a empatia e a criação de significado são fundamentais nesse processo de transformação. Cultivar e provocar uma mentalidade de persistência e paixão também são essenciais para o sucesso.

Nossos clientes praticamente de todas as áreas, serviços financeiros, saúde, varejo, telecomunicações, mídia entre outros, vêm demandando soluções que apoiem os processos de colaboração (times cross-funcionais, por exemplo), agilidade na tomada de decisões, gestão da mudança, cultura e mindset digital.

O futuro da aprendizagem está cada vez menos na sala de aula e mais infiltrado no dia a dia do trabalho em diferentes formatos. É preciso criar um ambiente onde as pessoas se sintam seguras e confortáveis para experimentar, arriscar, errar e aprender. A aprendizagem deve ser incorporada em todos os aspectos da organização por meio de ações e metodologias educacionais que devem extrapolar a tradicional sala de aula.

É papel do CEO impulsionar esse movimento, incentivando a colaboração e compartilhamento de aprendizados de forma fluida, por toda a organização. 

FONTE: https://www.linkedin.com/pulse/lifelong-learning-aprendizagem-na-pauta-do-ceo-alexandre-santille?trk=eml-email_feed_ecosystem_digest_01-recommended_articles-4-Unknown&midToken=AQH_9CIvOgopsA&fromEmail=fromEmail&ut=0SX9y3gaPwZnY1

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